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Ser português é:

15.06.18 | João Massena

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São 15:22 e passa a esta hora, no canal Hollywood, o filme Gaiola Dourada. Curioso este filme do dia que a selecção nacional inicia a sua campanha no Mundial da Rússia.

 

Este filme tem o condão de demonstrar claramente o que é ser, em traços gerais, português. São tipos geralmente competentes e desembaraçados, mas que na mesma dimensão sentem vergonha de serem portugueses.

Sujeitinhos capazes do melhor e do pior.

 

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Não temos vergonha?

Repara que quando vemos filmes norte americanos, onde vemos bandeiras espalhadas por todo o lado, dizemos que são nacionalistas, patrióticos.

Brasileiros, cá e lá, fazem questão de usar cores que ilustram claramente as suas origens.

E nós elogiamos isso. Neles.

Um tipo que mete o símbolo de Portugal no automóvel deixa de ser patriótico ou nacionalista, passa a ser azeiteiro. É uma vergonha mostrar que se é e gosta, da sua origem. Azeiteiro, avec…

Pior, temos vergonha da nossa vergonha.

Eu por mim, gosto das minhas origens, e tenho muitas. Nasci em Lisboa, um pai alentejano, uma mãe transmontana, dois avós alentejanos, um ribatejano e outra do Porto. Sou português, sou europeu, sou cidadão do mundo e gosto de conhecer o mundo.

 

Quando deixarmos de ser envergonhados, quando formos livres de ser e de gostar, seremos muito mais felizes e nem o fado precisa ser triste.

 

Obrigado e bom dia.