Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

lighthouse

Nada Serena a alimentar os anti-tudo, os machistas e os racistas

12.09.18 | João Massena

1288362.jpg

 

 

Estamos em 2018, as competições desportivas valem milhões e quem as pratica ao mais alto nível, recebe o melhor treinamento possível. Nada é deixado ao acaso.

Serena Williams aparece mais nas notícias tendo perdido do que a japonesa Naomi Osaka que ganha pela primeira vez um Grand Slam para os japoneses com os parciais de 6-2 e 6-4. Porquê? Porque Serena Williams perdeu um ponto depois do arbitro a ter penalizado por coaching.

Serena acusou o arbitro, que calha ser português, de ladrão e mentiroso, partiu uma raquete, chorou, alegou que nunca fez batota, chamou a filha a jogo, partiu o balneário, mas no fim, o treinador em entrevista assumiu o coaching dizendo até que todos o fazem e não compreende porque é a orientação do treinador ilegal.

Devo concordar com o treinador. Quem joga é o jogador e uma orientação do treinador não é, certamente, doping e só poderá dar mais qualidade ao jogo, se for possível.

Mas é ilegal e o arbitro agiu em conformidade, só que Serena Williams não é uma jogadora qualquer, é uma estrela cadente aos 36 anos, já foi nº1 e este ano, pela primeira vez, ainda não conquistou nada.

A jogadora não esteve ao melhor nível, no calor do momento teve comportamentos desadequados e comentários desajustados e o arbitro agiu como seria suposto. Só que é Serena Williams e era uma final.

Devo dizer que conhecendo o resultado, aquele ponto de penalização nada iriam alterar o resultado final, mas…

Ah, corja maldita, esse árbitro é dos machistas. Se fosse um homem nunca teria dado a penalização, argumentam alguns.

Outros agarram-se ao argumento sobre o racismo.

E eu digo que quem agarra aqui este tipo de argumentos são promotores políticos do extremismo.

 

Cada vez que se pegam eventos para dar popularidade a pessoas e instituições com base em eventos desvirtuados, só se está a dar força à parvoíce, ao trumpismo, ao extremismo e ao conflito.

O que fazer ali?

Juízes de sexo igual aos jogadores para evitar avaliações “sexuadas”?

Um apartheid desportivo em que jogadores só podem jogar com jogadores da mesma cor para deixar de existir comentários ou analises racistas?

Terão de ser do mesmo país para evitar questões de nacionalidades e xenofobismo?

Religião, sim, da mesma religião para evitar conflitos religiosos?

 

Mas que parvoíce pegada é esta?

Fui procurar um vídeo de ténis onde fosse um jogo masculino a ser penalizado e curiosamente o primeiro que abri foi o melhor que podia ter aparecido.

 

 

Um jogador, branco, que já tinha sido avisado por ter partido a raquete, por um juiz preto, ou castanho como é agora politicamente correto dizer, o que me lixa a mim porque depois passo a ser cor de areia ou bege ou branco-amêndoa e ainda por cima a minha cor vai variando ao longo do ano… enfim, questões de croma, e depois é penalizado por atirar uma bola para fora do recinto de jogo.

O juiz é racista ou o jogador é que é porque já pedir satisfações ao juiz? Machismo presumo que não se aplique.

 

Pois claro que não se aplica, nem racismo nem machismo a não ser aos olhos dos que procuram conflito ou porque gostam do conflito ou porque isso os enriquece ou porque isso lhes dá protagonismo.

Vamos é parar de fazer eco desta gente que procura tudo menos paz social.

Serena tem lá os seus problemas que levou para campo, o arbitro fez o seu papel e o ténis e o mundo seguem tranquilamente a sua existência.