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Mário Nogueira, em Nome do Ensino Privado.

13.07.18 | João Massena

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Eu acho muito bem que os professores exijam. Que exijam tudo.

Quando era puto havia uma expressão que se usava muito e que deveria fazer parte de um processo normal de ponderação: “Quem tudo quer, tudo perde”.

Em 2010 os professores não negociavam melhores condições, exigiam-nas.

Em 2011 os professores que exigiam condições deixaram de ter emprego e a questão passou a ser como pagar a conta seguinte.

Agora Mário Nogueira volta a exigir. TODO o país teve de se sacrificar perante a Troika, resultado TAMBEM das exigências de Mário Nogueira. Os professores, que eu muito respeito, mas pela voz de Mário Nogueira que dificilmente se pode considerar professor, que faz uma vida sem produzir uma virgula mas é o primeiro da linha de quem vive às custas dos professores, exige que os professores sejam a excepção e não negoceiam condições melhores, exigem-nas.

Sou daquelas pessoas que acha que a profissão de professor é das mais respeitáveis que podem existir porque preparam a próxima geração para sociedade. Sou contra saltos de território e falta de continuidade contratual. A estabilidade é imperativa para qualquer pessoa e qualquer profissão.

Mas os professores fazem parte do país e isso funciona para o bem e para o mal. Quando exigimos, quando queremos ser a excepção, acabamos por perder tudo e Mário Nogueira acaba por ser o melhor promotor para uma educação em regime privado porque tudo, TUDO, o que faz, é encaminha o ensino para o sector privado, para o fim do ensino público.

Mas olha, quem vier por fim, que feche a porta…