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Já Não Há Refugiados

24.06.18 | João Massena

 

 

No dia reservado a relembrar a condição dos refugiados, a Hungria implementava a lei STOP Soros.

Soros é um tipo que conta com mais de 80 anos e tem dinheiro suficiente para fazer o que quer. Uns preocupam-se em ganhar ainda mais nem que isso promova a miséria, outros usam-no, ao estilo de Schindler, em ajudar quem precisa. Soros, através de uma ONG ajuda refugiados e por isso tornou-se inimigo de um governo fascista que é aceite pela EU no seu seio.

Não vamos estar com meias palavras. Falamos de um governo de tendência fascista, falamos de uma clara aceitação de um Estado que viola constantemente as directivas que supostamente balizam as condições da UE. Só que a EU está mais, muito mais, preocupada com violações ou derivações do défice do que questões humanitárias.

É muito pior uma solução diferente de Varoufakis para uma crise plantada por quem reclama dela do que os que não chegam a ser refugiados e os que são e morrem no caminho.

 

O que era refugiado no passado, agora precisa de uma nova palavra porque já não lhe é permitida a condição. O sujeito foge da morte certa, arriscando uma provável morte ao atravessar o mediterrâneo, para depois encontrar um mundo que em rigor os preferia ver mortos nos seus países de origem.

Não pode ser refugiado porque não se refugia. Sai de uma desgraça para outra noutros moldes, mas sempre debaixo do foco de ódio e discriminação.

Em rigor, Itália, Hungria e seus semelhantes, são na verdade cúmplices do extremismo islâmico. Antigamente, inimigo do meu inimigo, meu amigo era. Hoje já não é assim.

Federalista e pró-europeu me confesso, mas nestes moldes, em que a União Europeia é conivente com a delapidação dos direitos do Homem seja de externos seja de membros da própria União Europeia, não podemos continuar.

Isto não é uma EU, é uma CEE em que só a parte económica conta. Enquanto a economia não servir o Homem e o Homem servir a economia, não haverá espaço para o progresso.

2 comentários

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    João Massena

    28.06.18

    É curiosa a falta de referencia às carreiras permanentes de transporte de combustíveis. Aquelas por exemplo que seguiam de modo regular em direcção à Turquia e que os Russos abateram logo no inicio da sua intervenção na Síria. Já sei, essa parte em que é o ocidente a espremer o oriente já não é para contar. A parte da venda de armas não é para contar. A parte do patrocínio de grupos radicais já não é para contar.
    É que enquanto fomos nós a matar e mandar matar ninguém se preocupou. Agora que estamos com medo da invasão de refugiados e de terroristas, ambos pelo mesmo ponto de origem ainda que uns procurem fugir e outros atacar, esquecemos-nos que fomos nós que provocámos a situação. Tudo o que fazemos tem conseguencias, mesmo quando olhamos para o lado e dizemos que é mentira.
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